segunda-feira, 13 de julho de 2009

VEJO TUDO! ESTOU MISTIFICANDO?

O grande medo de todo médium que inicia sua caminhada na Umbanda é o da incorporação consciente. Nove entre dez médiuns sentem-se inseguros em suas primeiras incorporações. É muito comum ouvirmos frases do tipo “Eu vejo tudo, não posso estar em transe”. A culpa dessa dúvida que assola nossos terreiros é dos próprios dirigentes que não esclarecem aos iniciantes como é esse processo e dos irmãos mais antigos que insistem em dizer que são totalmente inconscientes, talvez para valorizar a sua (deles) mediunidade ou com medo de serem tachados de mistificadores. Acalmem-se todos! Há muitos anos as entidades deixaram de usar a inconsciência como fator preponderante para o bom trabalho exercido pelo médium. Muito pelo contrário, hoje sabemos que noventa e cinco por cento dos médiuns são conscientes ou semiconscientes. A inconsciência completa é muito rara e pouquíssimas vezes revelada, justamente para não causar essa insegurança tão presente em nossa religião. Pensemos no exemplo da água misturada ao açúcar. Quando adicionamos um ao outro teremos um terceiro liquido inteiramente modificado, mas com ambos os elementos nele. Assim se processa a incorporação, a mente do médium aliada à energia gerada pela entidade que se aproxima , unem-se em perfeita harmonia e conseguem, utilizando os conhecimentos de ambos, um trabalho mais compacto e correto. Não se acanhem em dizer que são conscientes, pois a insistência dessa postura pode levá-los a falhas que aí sim, darão margens à suspeitas de mistificação. Nos primeiros anos da Umbanda havia a necessidade da inconsciência, os médiuns tinham vergonha de entregar-se ao trabalho sem reservas. Como deixar que um espírito se arrastasse pelo chão falando como criança? Ou ainda sentasse em um banco com um pito na boca? Eram atitudes que assustariam o aparelho e o levariam a afastar aquela entidade. Com a evolução constante da lei, todos conhecem perfeitamente as capas fluídicas que nossas entidades usam e não existe mais a necessidade delas esconderem de seus médiuns a forma com que se apresentam. O cuidado a se tomar nos terreiros cabe aos dirigentes com informação e doutrina abundante para que o velho fantasma da insegurança se afaste de vez de nossas casas.

Luiz Carlos Pereira

RAIZES UMBANDISTAS




As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Espíritas ou "Kardecistas" (Umbanda Branca), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotértica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).

Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem suas origens e história. Mais recentemente, década de 70, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda (Ver Caboclo das Sete Encruzilhadas - 1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus etc) é bem anterior a Zélio.

Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido. Alguns exemplos:
Ogum - São Jorge
Oxóssi - São Sebastião
Xângo - São João/São Pedro
Iemanjá - NªSª dos Navegantes
Oxum - NªSª da Conceição
Iansã - Santa Bárbara
Omolu - São Lázaro ETC....

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nanã Buruque Espaço do Erveiro


Por Adriano Camargo

JUS - Junho - 2009


Salve sagrado irmãozinho e irmãzinha nas ervas.

Nas duas ultimas edições falamos dos amacis, as águas de lavagem de cabeça, fundamento na Umbanda e nos diversos cultos a Orixás. Um preparo com ervas não é uma pratica solta, requer uma base litúrgica ou um campo iniciático para que sua aplicação desencadeie o efeito desejado.


É função do sacerdote desenvolver em seus comandados o desejo para a realização dessas praticas, fundamentos da Umbanda, de forma correta, e principalmente com envolvimento necessário para que o resultado seja satisfatório.


Estamos caminhando para a facilitação dos processos e procedimentos, não com o intuito de negligenciar as praticas ou relega-las ao desleixo, mas com a intenção de que todos possam ter acesso a pratica natural, com dogmas aceitáveis e confiáveis.

Não apenas o fazer por fazer.

Mas o fazer por amor, com propósito claro e bem definido.


Um banho, amaci ou defumação preparado com propósito, é imantado, magnetizado mesmo, com a vibração e a intenção de quem o preparou e seu direcionamento claro, determina a qualidade do resultado.


Nós movemos energia com nossa mente.


Mas te­mos um problema sério de concentração.

Quan­do falo dessa função sacerdotal, falo principal­mente de desenvolver nas pessoas que vão fazer essas praticas, essa concentração, esse foco.


Quantos consulentes não tentam passar para o “Guia”, ou mesmo para o médium, a responsabili­dade do resultado que gostaria de ter em sua vida. Quando recomendar que alguém tome um banho de ervas, ou mesmo faça uma defumação, é importante dividir a responsabilidade do bom resultado: o foco, objetivo, propósito.


Nossos irmãos dos cultos de nação têm nas rezas e cânticos em iorubá, uma forma única de ativar os processos com ervas ou outros ele­mentos naturais.


Na Umbanda, vale lembrar que é importante para quem vai manipular as ervas, ou outro ele­mento que exija uma reza evocatória, que a reza possa ser modificada de acordo com seu coração.


Isso mesmo, a ordem das palavras não altera o conteúdo, ou seja, se você preferir evocar de outra forma, não há problema, prestando atenção na força, ou divindade evocada. E melhor ainda, faça sua próprias evocações baseadas nas que colocamos aqui como exemplo e adapte sua palavras de acordo com o que fique mais fácil para você memorizá-las.


Vamos a alguns exemplos:


Evocação Básica (Geral):


Eu evoco Deus, nosso amado Pai Criador, evoco a Mãe Terra, vossas forças vegetais, o sagrado espírito vegetal e peço que abençoe esse banho, defumação, chá, etc., para o meu beneficio e beneficio de meus semelhantes, assim seja, e assim será.


Evocação Para Ativar a Defumação:


Divino Pai Criador, Mãe Terra, forças da Jurema, peço que abençoem essa defumação tornando-a força viva e ativa para a limpeza e equilíbrio dessa casa, e das pessoas aqui pre­sentes. Assim seja e assim será.


Evocação Para se Preparar Para um Trabalho com Ervas:


Ajoelhar-se e com as palmas das mãos voltadas para o alto: Senhor meu Deus, meu Pai Criador, Amada Mãe Terra, Amados mestres inspiradores do astral superior. Grande foco divino que a tudo anima, peço que me envolva nas vossas vibrações de luz, de amor e caridade e faça de mim uma extensão do vosso amor e de vossa força curadora, para meu benefício e de meus semelhantes. Assim seja e assim será.






Orixá: Nanã Buroquê


Elemento: Água/Terra


Sentido Divino: Evolução


Fator principal: Decantador, transmutador


Atribuição: Transformar os seres paralisados em sua evolução através da decantação dos sentidos negativados.


Ervas Quentes: Cipó suma, pinhão roxo, chorão, peregun roxo, ...


Verbos atuantes nas ervas quentes: Afogar, decantar, alagar, ...


Ervas Mornas: Alfavaca, Alfazema, Assa Peixe, Bardana Folhas, Camomila Flor, Cana do Brejo, Capim Rosário, Confrei, Erva de Sta Maria – Mentruz, Hibisco Flor, Mulungu Casca / Raiz, Noz Moscada, Sete Sangrias, Trapoeraba, ...


Verbos atuantes nas ervas mornas: Apaziguar, regenerar, renovar, converter, amadurecer, ...


Frutas e alimentos: figo roxo, melão, mamão, arroz.


Flores: Campânula, trapoeraba, violeta, manacá da serra, hibisco


Portais de cura: folhas de chorão, agulhas antigas, água mineral ou de rio, velas lilases.


Banho / Amaci – purificador ou cura: folhas de chorão, eucalipto,


Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: alfavaca cravo, bardana, assa peixe, macela, noz moscada, trapoeraba, camomila, hibisco.


Firmeza à esquerda: tesouras velhas, agulhas antigas, olho de cabra, olho de boi

Contatos com Adriano Camargo: adriano@ervasdajurema.com.br

Este texto pode e deve ser retransmitido desde que se mantenha a fonte de origem (Jornal de Umbanda Sagrada)

e a autoria do texto.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Senhor Supremo




Senhor!
Que o equilibrio de todo o Universo resida na força de teu amor.
Que as pessoas possam ser protegidas por ele, que nos livre do ódio,
injustiça, egoísmo, inveja e destruição.
Que a vossa justiça seja soberana e nos ampare, que tenhamos a
proteção de sua força ligada as forças da Natureza.
Que tenhamos todo o equilibrio do mar com Iemanja.
O poder das matas com a energia de Oxossi.
Que os nossos caminhos sejam livres com a proteção de Ogum.
Que tenhamos toda força do sol com o Povo do Oriente.
Que sejamos guerreiros como Iançã.
Que tenhamos a justiça e a firmeza das pedreiras de Xangô.
A doçura de Oxum que vem das cachoeiras.
A calma e a paciencia de Nanâ.
Que tenhamos saúde pelas mãos do Mestre Abaluaê.
A paz e o amor das pretas e pretos velhos.
A alegria de Ibejada
A graça e a proteção do Grande Oxalá!
Amém!

Musicas de Umbanda

MAPA DE COMO CHEGAR A COMUNIDADE DE UMBANDA

Indicação de Livros Umbandistas

Indicação de Livros Umbandistas
Sandro da Costa Mattos

Obrigação a Oxum e Batizado 2009